A ESCOLA E O ESTADO COMO FORMADOR DE VIOLÊNCIA E VIOLÊNCIA SIMBÓLICA DURANTE O ESTADO NOVO NO PARANÁ

Talita Cristine Rugeri

Resumo


Pesquisa realizada pelos alunos PIBIC/PUCPR em 2011 com cruzamento de dados sobre como o Estado através da escola e da inspeção escolar age com violência simbólica perante a etnia alemã e seus descendentes. Tendo como objetivo perceber como as escolas étnicas alemãs mantinham a identidade através da língua vernácula perpetuavam sua cultura e o sentimento nacional de origem, sendo essas escolas alvo da política de nacionalização do Estado Novo que tinha como objetivo nacionalizar todos os imigrantes e descendentes através da obrigatoriedade do uso exclusivo da língua portuguesa, a proibição da língua de origem, exaltando a cultura nacional brasileira e da imagem de Getúlio Vargas. Através de analises de fontes bibliográficas sobre a etnia alemã, nacionalização, inspeção, Estado Novo, etnicidade, relações de poder e violência simbólica como Max Weber (1982), Pierre Bourdieu (2010), Getulio Vargas (1943), Relatórios de Governo de 1932 a 1949, Arquivos da Delegacia de Ordem Política e Social (1930 a 1940), entrevistas com alemães e descendentes que vivenciaram ou relataram vivencias durante o período de nacionalização compulsória; conclui-se que uma política de Estado ditatorial utilizando as escolas, a inspeção escolar agiu com violência simbólica. Forçando a inclusão a cultura local e através de poder legal e tradicional tenta quebrar signos culturais de origem impondo uma nova ordem cultural.

Palavras-chave: escolas étnicas, nacionalização, violência simbólica, inspeção escolar.


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DOI: https://doi.org/10.18554/rt.v6i1.473

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