A IDENTIDADE EXISTENCIAL FEMININA NO CONTO “A IMITAÇÃO DA ROSA” DE CLARICE LISPECTOR
DOI:
https://doi.org/10.18554/ri.v5i1.203Resumen
Clarice Lispector, precursora da literatura de autoria feminina no cenário brasileiro, em muitas de suas narrativas, em especial a coletânea de contos Laços de família, publicada em 1960, representa mulheres que protagonizam, no contexto familiar e no ambiente doméstico, uma crise entre a condição de submissão e inferioridade que lhes legam a tradição patriarcal e uma experiência de libertação provocada por súbitos momentos de epifania. Sendo assim, analisaremos o conto “A imitação da rosa”, um dos treze contos presente em Laços de família, no qual, apresentando uma temática voltada para as questões existenciais e feministas, retrata o aprisionamento da personagem à condição feminina e o desejo de liberdade que a persegue. No conto, a mente dividida de Laura, personagem central, enfrenta um embate entre os anseios internos e as exigências do mundo externo. Os conflitos interiores, vividos pela personagem, confrontam-se com um ideal de formulação de identidade, levando-a a uma intensa crise existencial e ao desejo de transgressão aos valores impostos pela sociedade, a fim de se reencontrar como mulher.

