A presença da variação lexical do português angolano no livro didático de língua portuguesa da 10.ª classe do ensino secundário
DOI:
https://doi.org/10.18554/it.v18i00.8840Resumo
O presente artigo tem por objetivo analisar a presença da variação lexical do português angolano no livro didático de Língua Portuguesa da 10.ª classe do ensino secundário adotado em Angola, destinado aos estudantes e professores. O estudo fundamenta-se nos pressupostos da Sociolinguística Educacional, com base nos postulados de Coelho et al. (2015), Cyranka (2016), Bortoni-Ricardo (2004), Labov (2008 [1972]), Abdula (2021), Bagno (2007b), Timbane (2013) Antunes (2012), Zau (2011), Undolo (2014), Sassuco (2016), Zilles e Faraco (2015), Bernardo (2017), que abordam acerca da variação linguística e sua pedagogia, léxico, português angolano e ensino da língua portuguesa na conjuntura angolana. Metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se pela abordagem qualitativa Gil (2002) e documental Fonseca (2002), tendo como corpus o livro didático de Língua Portuguesa da 10.ª classe, de autoria de Olga Magalhães e Fernanda Costa (2012), aprovado pelo Estado angolano para o uso em território nacional. Os resultados indicam que a variação lexical do português angolano se faz presente no livro didático de forma superficial, por meio de um número reduzido de vocábulos distribuídos em textos de autores angolanos e uma estrangeira, sem que haja uma exploração pedagógica sistemática dessas ocorrências. Concluímos que, embora a variação lexical do português angolano esteja presente no livro analisado, ela ainda é pouco valorizada, o que contribui para o seu desprestígio no processo de ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa no contexto educativo angolano.
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