Fundamentos e perspectivas para educação escolar indígena

Kacia Neto de Oliveira Fonseca, Valeria Augusta Cerqueira de Medeiros Weigel

Resumo


Pensar a Educação Escolar Indígena é nos remeter aos processos históricos de lutas e superação trazida pelos movimentos indígenas durante anos afins, o que resultaria em inúmeras mudanças, quebra de paradigma que vem sendo pensado, refletido em busca da modificação do pensar e fazer pedagógico, que prioriza a aprendizagem. A partir de 1970, dar-se início aos movimentos indígenas em busca de superar os massacres culturais empreendidos pelo colonizador português, sob essa população. Outorgada a Constituição Federal de 1988, com artigos referentes à Educação Indígena, configura-se princípio para a evolução da Educação Escolar para a população autóctone. O propósito deste esboço é diante dos fundamentos e perspectivas para a Educação Escolar Indígena, analisar quais as mudanças elencadas nos últimos anos para essa modalidade do ensino e sua repercussão no processo de ensino e aprendizagem dos alunos indígenas. Refletiremos sobre a tendência a práticas homogeneizadoras dentro desse ensino, que negam as especificidades de cada sujeito e tem sido uma das tentativas da educação escolar indígena, superar para incluí-los. Nesse fim, utiliza-se de “políticas de igualdade e de reconhecimento da diversidade referidas à educação escolar”.


Palavras-chave


Educação Escolar Indígena. População Autóctone. Educação Específica e Diferenciada, Bilíngüe e Intercultural.

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DOI: https://doi.org/10.18554/rt.v0i0.2686

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