Para além do texto escolar: o ensino da procuração e a autonomia de jovens e adultos
DOI:
https://doi.org/10.18554/it.v19i00.8762Resumo
Resumo: O presente estudo aborda a relevância da ampliação do repertório de gêneros textuais no ensino escolar. A prática pedagógica, ao se restringir a gêneros tradicionais como contos e poemas, de certa forma, não permite que os alunos estejam preparados para a diversidade textual encontrada na sociedade contemporânea. A pesquisa se fundamenta em teóricos como Mikhail Bakhtin, que entende os gêneros como formas de enunciados socialmente estáveis, e Luiz Antônio Marcuschi, que os vê como ações sociais em constante mutação, além de outros (a). A partir desse entendimento teórico, busca-se, também, analisar as habilidades do Ensino Médio propostas nos documentos oficiais e nos livros didáticos, visto que ainda assim persistem desafios entre teoria e prática. Um exemplo disso é a confusão a respeito da terminologia entre texto e discurso. A proposta central do trabalho é, então, expandir o olhar para gêneros não canônicos, como a procuração (gênero jurídico-administrativo), para demonstrar a importância de os alunos reconhecerem a funcionalidade de textos pouco explorados. Portanto, tem como objetivo capacitar os estudantes a entenderem a utilidade desse gênero na vida adulta, consolidando um aprendizado prático e significativo.
Palavras-chave: canonicidade; desafios; procuração; diversidade; funcionalidade.

