A importância da linguagem na mediação de conflitos em escolas públicas
DOI:
https://doi.org/10.18554/rt.v19iEsp.1.7892Keywords:
Conflicts at school. Mediation. Language.Abstract
O texto aborda a violência nas escolas e a importância da linguagem na mediação de conflitos a partir de uma perspectiva sociointeracionista. A reflexão é organizada em três focos principais: uma abordagem teórica que articula a Epistemologia do Sul (Santos, 2009), a interação verbal (Bakhtin/Volochinov, 2004), a teoria do Agir Comunicativo (Habermas, 2012) e o diálogo na pedagogia freiriana (Freire, 1995, 1996); a análise do curta "A ponte" (Ting Chian Tey, 2019); e o relato de uma experiência de professores em Divinópolis na criação de um grupo de estudos sobre o tema, incluindo intervenções como o Teatro do Oprimido e a cartilha "Justiça restaurativa na escola" (Jayme; Araújo, 2009). O estudo conclui que a linguagem, entendida como interação verbal, é essencial para a mediação de conflitos, devendo ser processual, marcada pela escuta e reflexão. Também se destaca a importância de uma rede interdisciplinar comprometida com a realidade social para que os envolvidos possam construir estratégias autônomas e pacíficas de superação dos conflitos. O texto finaliza chamando a atenção para a relevância de filosofias como ubuntu (povos africanos) e o bem-viver (povos ameríndios) para o enfrentamento da violência escolar.
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