O índice na criança: a estrutura semiótica de sinais

Caio César Costa Santos

Resumo


O índice na criança. Esta é a temática central deste artigo. Nossas discussões voltam-se para a questão de que como a criança, na fase de seu balbucio, internaliza os fatos de linguagem e como recepciona-os, já que a criança, nesta fase, não possui o código linguístico inteiramente construído. Ela, a criança, serve-se de sinais, pistas, índices ou indícios provindos de sua estrutura semiótica refletida em gestos de apontar com os dedos e as mãos. Defendemos a tese de que a criança, neste estágio, já compõe-se de signos deîticos que podem ser interpretados pela sua mãe, mesmo com algum resquício de dificuldade. Mesmo que a criança, na fase do balbucio, não produza uma sentença gramatical completa, ela pode significar o seu entorno através de gestos perceptuais que se originam do movimento enfático de seus dedos. A partir desta condição, afirmamos que aí emerge um texto, uma tessitura de significações, mesmo que composta apenas de indícios. O nosso objetivo é realçar a dinâmica deste estado sensório-motor de assimilação das coisas do mundo por parte da criança na fase de seu balbucio. 



Palavras-chave


Índice. Criança. Estrutura semiótica.

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.18554/rt.v13i2.4694

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