ESTUDO GRAFEMÁTICO DA VERSÃO PORTUGUESA DO TRATADO DE HAIA (1641)

Autores

  • Eliabe dos Santos Procópio Universidade Federal de Roraima

DOI:

https://doi.org/10.18554/it.v14iEspecial.5710

Resumo

Este artigo apresenta uma descrição grafemática e das abreviaturas da versão portuguesa do Tratado de Haia (1641), cujos originais inéditos estão armazenados no Arquivo Municipal de Amsterdã. O estudo desse Tratado possibilita uma compreensão das relações políticas entre Portugal e Holanda, bem como da formação histórica do Brasil colônia. É uma fonte primária para o estudo da história do Brasil colônia e da língua portuguesa, um testemunho seiscentista que se caracteriza pelo perfil latinizante da grafia e do léxico, e conservador nas abreviações, afinal é um texto da esfera jurídica; e pela transmissão típica às peças textuais da Diplomacia do período moderno (Sécs. XV-XVIII): escrito originalmente em latim e traduzido para as línguas nacionais, português e holandês.

Biografia do Autor

Eliabe dos Santos Procópio, Universidade Federal de Roraima

Doutor em Linguística/Língua Portuguesa (UNESP-FCLAR), Mestre em Linguística (UFC), Mestre em Filologia Hispânica (CSIC, Espanha); Licenciatura em Letras-Português/Espanhol e Literaturas (UFC).  Professor adjunto de Linguística e Língua Portuguesa da Universidade Federal de Roraima (UFRR). Participante dos seguintes grupos de pesquisa: Gramática de Usos do Português do Brasil (Mackenzie), Práticas de Edição de Textos do Estado do Ceará (PRAETECE/UECE) e Pesquisas Sociolinguísticas (SOCIOLIN/UFC). Coordenador do Laboratório Imprimatur (LABIM) - Tradução, Revisão e Transcrição.  Pesquisador em Filologia, Sociolinguística e Sociorretórica em português e espanhol.

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Publicado

2021-12-31

Como Citar

PROCÓPIO, E. dos S. . ESTUDO GRAFEMÁTICO DA VERSÃO PORTUGUESA DO TRATADO DE HAIA (1641). InterteXto, Uberaba, v. 14, n. Especial, p. 388–402, 2021. DOI: 10.18554/it.v14iEspecial.5710. Disponível em: https://seer.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/intertexto/article/view/5710. Acesso em: 4 out. 2022.

Edição

Seção

ARTIGOS DOSSIÊ "Um panorama do estudo do latim no Brasil"

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