O PODER ARGUMENTATIVO DE ORIBELA
DOI:
https://doi.org/10.18554/ri.v11i01.2959Resumo
O presente texto pretende discutir como o ponto de vista argumentativo de Oribela, personagem narradora da obra Desmundo (1996), de Ana Miranda, é constituído e quais são suas implicações para o texto literário e suas reverberações fora da arte. Pretende-se compreender como essa construção discursiva influencia a percepção global do fato histórico tratado na obra, que coloca em evidência o pensamento de uma mulher, que questiona o poderio patriarcal masculino, determinado pela Coroa Portuguesa. Logo, o trabalho pretende trazer para a discussão uma nova forma de olhar para o período colonial, colocando em destaque a denúncia da forma desumana com que mulheres eram tratadas por serem mulheres, portanto, um ser considerado inferior. Interessa discutir como esse fato histórico ganha novas dimensões a partir da mudança da perspectiva narrativa, desconstruindo o discurso hegemônico predominante. Essas reflexões serão feitas com base nos estudos enunciativos trabalhados por Bertrand (2014) e Fiorin (2013), correlacionados com a metaficção historiográfica de Hutcheon (1991) e questões que transcendem o literário, como a filosofia de Beauvoir (2016).Downloads
Publicado
2019-05-08
Edição
Seção
ARTIGOS
Como Citar
PEREIRA, Juliana Cristina Minaré; LEITE, Guacira Marcondes Machado. O PODER ARGUMENTATIVO DE ORIBELA. Revista InterteXto, Uberaba, v. 11, n. 01, p. 78–93, 2019. DOI: 10.18554/ri.v11i01.2959. Disponível em: https://seer.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/intertexto/article/view/2959. Acesso em: 31 out. 2026.

