¿Cómo traducir literatura chicana? Reflexões a partir da tradução de pensamiento serpentino, de Luis Valdez
DOI:
https://doi.org/10.18554/it.v18i00.5127Palavras-chave:
Literatura chicana, Tradução de literatura chicana, Luis Valdez, Pensamiento SerpentinoResumo
Os chicanos, sujeitos originados pelo contato e encontro entre os povos mexicano e estadunidense, sobretudo na fronteira entre esses dois países, e ao longo de toda a região sudoeste dos EUA, consideram-se uma etnia outra, uma cultura própria e autônoma, e, nos anos de 1960, intensificaram sua luta por afirmação cultural, pelo reconhecimento de sua identidade plural e múltipla, e por direitos civis que historicamente lhes foram negados pela maioria anglo-americana. Como resultado desse contexto, cresceu a produção literária, artística e cultural da comunidade chicana, e, nesse cenário, o teatro se destacou, sendo seu nome mais representativo o dramaturgo Luis Valdez, cuja produção teatral daquele momento realiza um aprofundamento em questões relacionadas à identidade, à condição e à cultura chicanas, valendo-se, entre outros, de elementos religiosos e místicos, hispânicos e indígenas, para delinear e afirmar o ser chicano. Um exemplo dessa etapa da obra de Valdez é Pensamiento Serpentino, texto multilíngue, híbrido e mestiço, que indaga e reflete sobre a situação do povo chicano na sociedade estadunidense, apontando rotas e rumos para a luta e a resistência nesse contexto. Para o leitor brasileiro, a leitura de textos da literatura chicana pode trazer inúmeros desafios, por isso, o objetivo deste trabalho é discutir e indicar um possível caminho para a tradução de textos literários chicanos, tendo como base análises e reflexões provenientes de exercícios tradutórios do referido trabalho de Luis Valdez.Referências
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