POTENCIALIDADES DO ESTUDO DO LATIM NA PERSPECTIVA DOS USOS LINGUÍSTICOS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18554/it.v14iEspecial.5173

Palavras-chave:

Latim, Ensino, Gramática, Cultura

Resumo

São muito caros à Linguística Aplicada os conceitos de “língua morta”, “língua estrangeira” e “língua instrumental”. Este trabalho retoma esses conceitos na medida em que põe em xeque o ensino de latim, tal como é operado nos cursos de Letras em funcionamento no Brasil. Além da polarização acerca da denominação “língua morta”, tomam-se para discussão pontos que estão na pauta de uma abordagem mais cultural de uma língua clássica (neste caso, o latim), a saber: a) a possibilidade de deslocamento de uma abordagem normativa para uma abordagem interativa por meio da exploração dos memes em sala de aula; b) a possível reflexão advinda do cotejo entre as gramáticas (latina e portuguesa), com foco nas particularidades de formação dos plurais; c) a (re)construção dos percursos semânticos das palavras pela via da homonímia e da polissemia. Como se vê, essa pauta busca o deslocamento de um olhar menos engessado acerca do aprendizado do latim para operar uma mudança que enfoca uma gramática comunicativa, em linhas gerais, mais proveitosa aos aprendizes de língua latina.

Biografia do Autor

Carlos Gustavo Camillo Pereira, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio

Doutorando em Estudos da Linguagem pela PUC-Rio, universidade em que também obteve o título de mestre com bolsa de fomento a pesquisa do CNPq. Além disso, possui especialização em Língua Portuguesa pelo Liceu Literário Português e em Língua Latina pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Por fim, suas pesquisas são voltadas para a análise do discurso de refugiados hispano-americanos e de seus voluntários; interseção entre análise crítica do discurso e linguística cognitiva; polissemia nas construções lexicais do português brasileiro.

Felipe de Andrade Constancio, Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ

Doutorando em Língua Portuguesa pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ (início em 2019). Cursou Mestrado em Língua Portuguesa pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ (conclusão em 2018), Pós-Graduação Lato Sensu em Língua Latina pela UERJ (conclusão em 2020), Pós-Graduação Lato Sensu em Docência do Ensino Básico pelo Programa de Residência Docente do Colégio Pedro II (conclusão em 2018), Pós-Graduação Lato Sensu em Administração e Supervisão Escolar pela Universidade Candido Mendes (conclusão em 2018), Pós-Graduação Lato Sensu em Literatura Brasileira pela UERJ (conclusão em 2016), Pós-Graduação Lato Sensu em Língua Portuguesa pela UERJ (conclusão em 2015) e Graduação em Letras pela UFRRJ (conclusão em 2013). É Professor de Língua Portuguesa (Nível D4) da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro (atuação em turmas de Ensino Médio desde 2015) e do Município de Volta Redonda (atuação em turmas de Ensino Fundamental II a partir de 2020) e Tutor de Língua Portuguesa do CEDERJ (atuação em turmas de Pré-vestibular desde 2018). Áreas de interesse: sintaxe funcional, gramática de construções e usos linguísticos

Referências

ANDRADE, F. G. C. Polissemia e produtividade nas construções

lexicais: um estudo do prefixo re- no português contemporâneo.

(Dissertação de Mestrado). Rio de Janeiro. Pontifícia Universidade

Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio, Departamento de Letras, 2006.

BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico – o que é, como se faz. 15 ed. Loyola: São Paulo, 2002.

BASÍLIO, M. Polissemia real e polissemia virtual em construções lexicais. In: Claudio Cezar Henriques e Darcília Simões (Org). Língua Portuguesa: reflexões sobre descrição, pesquisa e ensino. Rio de Janeiro: Europa, 2005.

BLOMMAERT, J. Discourse. Cambridge: Cambridge University Press, 2005.

BYBEE, J. Language, UsageandCognition. Cambridge: Cambridge

University Press, 2010.

CABRAL, A. S. A. C., e A. D. RODRIGUES. Línguas indígenas brasileiras: fonologia, gramática e história. Atas do I Encontro Internacional do Grupo de Trabalho sobre Línguas Indígenas da Anpoll. 2 volumes. Belém: Edufba. 2002.

CÂMARA JR, J. M. Estrutura da língua portuguesa. 38 ed. Petrópolis:

Vozes, 2006.

CARDIM, F. Tratados da terra e gente do Brasil. 3ª edição. São Paulo: Companhia Editora Nacional/MEC. 1978.

CROFT, W. CRUSE, A. Cognitive Linguistics. Cambridge: Cambridge

University Press, 2004.

DEMO, P. Saber pensar. 2ª ed. São Paulo: Editora Cortez, 2001.

DIETRICH, W. and DRUDE, S. Variation in Tupi languages: Genealogy, languagechange, andtypology. Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Ciênc. hum. [online]. 2015, vol.10, n.2, pp.213-215. ISSN 1981-8122. [viewed 29 November 2018]. DOI: 10.1590/1981-81222015000200002. Availablefrom: http://ref.scielo.org/dx23mc

DUBOIS, J & DUBOIS, C. Introduction à lá lexicographie. Paris: Larousse, 1971.

FAIRCLOUGH, N. Discurso e mudança social. Tradução de Izabel Magalhães. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2001.

FLORÊNCIO, F. A. As fontes utilizadas por Buchanan para a composição da PsalmorumParaphrasisPoetica, Liber II. (Tese de Doutorado). Rio de Janeiro. Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Departamento de Letras Clássicas, 2006.

GEE, J. P. Identity as na analyticlen for research in education, reviewofresearch in Education, v. 25, p. 99-125, 2001.

KUHN, T. The structures of Scientific Revolutions. 3ª ed. Chicago: Universityof Chicago Press, 1996.

LANGACKER, R. Cognitive grammar. Oxford: Oxford University Press, 2008.

LEVELT, W. J. Speaking: from intention to articulation. Massachusetts: MIT Press, 1993.

LOPES, Luiz. P. da M., Identidades fragmentadas – a construção discursiva de raça, gênero, e sexualidade em sala de aula. Campinas: Mercado de Letras, 2002.

LUFT, C. P. Língua e Liberdade. 8ª ed. Porto Alegre: LP&M, 2006.

NETO, S. S. Introdução ao estudo da filologia portuguesa. 2ª ed. Rio de Janeir: Grifo Edições, 1976.

PEREIRA, C. G. C. Polissemia do prefixo “des-” em substantivos de ação no Português Brasileiro: uma análise da língua em uso. (Dissertação de Mestrado). Rio de Janeiro. Pontifícia Universiade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio, Departamento de Letras, 2020.

PERINI, M. Gramática descritiva do português. São Paulo: Ática, 2009.

PERINI, M. Defino minha obra gramatical como a tentativa de encontrar respostas às perguntas: por que ensinar gramática? Que gramática ensinar? IN NEVES, M. H. M & CASSEB-GALVÃO, V. C. (Orgs.) Gramáticas contemporâneas do português: com a palavra os autores. São Paulo: Parábola, 2014.

PITA, L. F. D. Visões da identidade romana em Cícero e Sêneca. (Tese de Doutorado). Rio de Janeiro. Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Departamento de Letras Clássicas, 2010.

RIBEIRO. M. L. M & PINHEIRO, P. F. M. As orações interrogativas indiretas em fábulas de Fedro. Cadernos do CNLF, vol. XXI, n. 3. Rio de Janeiro: CiFEFiL, 2017.

RIBEIRO, M. L. M. Epigramas de Henrique Caiado: estudo e tradução dos livros I e II. (Tese de Doutorado). São Paulo. Universidade de São Paulo – USP, Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas, 2011.

RODRIGUES, A. D. "Línguas indígenas: 500 anos de descobertas e perdas". D.E.L.T.A. 9.1:83-103. São Paulo. 1993a.

RODRIGUES, A. D. "Línguas indígenas: 500 anos de descobertas e perdas". Ciência e Cultura 95:20-26. 1993b.

ROCHA, L. C. Estruturas Morfológicas do Português. 2ª Ed. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2008.

ROJO, R. & MOURA, E. Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola, 2012.

SZUCHMAN, E. O Renascimento da Língua Hebraica e sua Continuidade na Diáspora, Revista Vértices, n. 11, p. 53-69, 2011.

VAN DER VOORT, H. Proto-Jabutí: um primeiro passo na reconstrução da língua ancestral dos Arikapú e Djeoromitxí. Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Ciênc. hum. [online]. 2007, vol.2, n.2, pp.133-168. ISSN 1981-8122. [viewed 29 November 2018]. DOI: 10.1590/S1981-81222007000200007. Availablefrom: http://ref.scielo.org/d3d3n6

VAN DER VOORT, H. Carta do editor. Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Ciênc. hum., v. 10, n. 2, p. 205-206, 2015. ISSN 1981-8122. [viewed 29 November 2018]. DOI: 10.1590/1981-81222015000200001. Availablefrom: http://ref.scielo.org/twccsw

Downloads

Publicado

2021-12-31

Como Citar

CAMILLO PEREIRA, C. G.; DE ANDRADE CONSTANCIO, F. POTENCIALIDADES DO ESTUDO DO LATIM NA PERSPECTIVA DOS USOS LINGUÍSTICOS. InterteXto, Uberaba, v. 14, n. Especial, p. 04–19, 2021. DOI: 10.18554/it.v14iEspecial.5173. Disponível em: https://seer.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/intertexto/article/view/5173. Acesso em: 25 maio. 2022.

Edição

Seção

ARTIGOS DOSSIÊ "Um panorama do estudo do latim no Brasil"